Existe uma lógica para explicar por que Pirenópolis é uma referência goiana em artesanato e cultura. Muitos turistas dizem que a cidade é mágica, que é charmosa e falam adjetivos para tentar explicar sua vocação. E Piri é tudo isso mesmo e muito mais! Bota adjetivo nisso! Pirenópolis é realmente encantadora e tudo que se faz aqui na área de cultura dá certo e acontece com brilho, esmero e encanto. Mas é voltando no tempo e na história que a gente entende um pouquinho o porquê de tudo isso acontecer.

A cidade é histórica porque foi fundada em 1727 pelos bandeirantes que chegaram em busca do ouro. Piri era um simples arraial nessa data. Em 1832 foi elevada à vila e em 1853 passou a ser uma cidade. Mas antes de ganhar o nome Pirenópolis ela se chamava “Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte”. Foi batizada assim porque metade da sua ponte sobre o Rio das Almas foi levada por uma enchente — seu nome atual foi dado em 1890 por ela estar entre os dois morros que formam a Serra dos Pireneus. Isto é o resumo de sua história que faz a base para a cultura daqui, que surgiu com as operetas que aconteceram no início do século XIX, no teatro municipal que foi inaugurado em 1899.

Com isso, percebe-se que a cultura vem emanada da tradição dessa antiga comunidade. Pode-se dizer que Piri é o berço da cultura goiana, pois as primeiras igrejas e obras sacras vindas de outros países chegaram a Pirenópolis. A primeira Biblioteca e o primeiro cinema também surgiram aqui. Com isso, os primeiros escritores, pintores e atores cênicos, assim como as peças teatrais e as operetas também surgiram primeiro nesta região. Vários artistas consagrados nasceram em Pirenópolis. Veiga Valle foi considerado o Aleijadinho de Goiás pelo talento de fabricar santos com expressões. Essas obras estão expostas no Museu da Boa Morte, na Cidade de Goiás, lugar onde Veiga viveu por algum tempo.

Devido às influências dos estrangeiros nas últimas décadas, Pirenópolis apresenta uma grande diversidade de arte e de artesanatos. Recentemente recebeu o título de Cidade da Prata, além do reconhecimento sobre toda a produção de pinturas e esculturas que são distribuídas nas lojinhas da cidade e na feira de artesanato que é montada aos finais de semana na Praça do Coreto. Agora, sabendo dessa história, ficou mais interessante conhecer essas coisas de perto. Venha e surpreenda-se!

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