Nesta segunda e terça, a atenção da população de Pirenópolis e seus visitantes continua voltada para a sequência do enredo das Cavalhadas, a partir das 13h, no Cavalhódromo. No domingo, durante a primeira apresentação, a encenação dos 24 cavaleiros apresentou o embate ideológico entre os cavaleiros mouros e os cristãos e a peleja entre eles. Na segunda, eles interpretam a rendição e conversão dos mouros ao cristianismo. Na terça, no seu terceiro e último dia, o espetáculo mostra a confraternização entre os dois povos.

Realizadas desde 1819, ou seja há quase 200 anos, as Cavalhadas de Pirenópolis ficaram conhecidas nacionalmente e internacionalmente por sua beleza e pompa. Tanto cavaleiros quanto os cavalos são ricamente ornamentados. O teatro ao ar livre é realizado num campo que lembra uma típica arena medieval. Leia mais sobre história das cavalhadas.

Ontem, segundo estimativa da Polícia Militar, foram quase 19 mil expectadores presentes ao Cavalhódromo para assistir a apresentação, incluindo autoridades como o governador do Estado em exercício, José Eliton, que compareceu acompanhado de uma comitiva de embaixadores da Belarus, Portugal, Equador e Guatemala. “Embora as cavalhadas aconteçam em outros Estados, em Goiás tornou-se um símbolo com esta tradição que vem sendo mantida pelo povo de Pirenópolis. É um motivo de orgulho para todos nós, goianos, apresentar nosso folclore a outros países”, disse José Eliton.

O embaixador de Portugal, Francisco Ribeiro Teles, elogiou a apresentação que preserva as mesmas características da origem lusitana da encenação. “Até mesmo as músicas que compõem o enredo são as mesmas das manifestações folclóricas que continuam acontecendo em Portugal”, disse o embaixador, que embora já tenha visitado Pirenópolis em outras duas ocasiões, só agora conheceu as Cavalhadas encenadas na cidade histórica.

Encerramento

As Cavalhadas encerram a 198ª Festa do Divino Espírito Santo, que este ano começaram no dia 22 de abril e incluíram também pousos nas fazendas, folias na cidade, missas, novenas, procissões e outras manifestações folclóricas e culturais, como as congadas e o espetáculo “As Pastorinhas”. O prefeito da cidade, Nivaldo Melo, lembrou que esta é a maior festa da cidade com envolvimento tanto de quem vive na cidade como nas fazendas – ele estima que 30% da população esteja na zona rural. “O evento é um momento de celebração das famílias”, diz.

Para o presidente da Academia Pirenopolina de Letras, Arte e Música, Adriano Curado, a espontaneidade é o que marca todas as celebrações, uma vez que toda a sociedade se envolve voluntariamente com a organização. Já para o ator e produtor cultural, Itamar Gonçalves, a Festa do Divino Espírito Santo faz parte da essência da cidade, sendo o que a projetou para o mundo.

Acompanhe na galeria abaixo alguns cliques da festa:

Por Raquel Pinho

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