Duas apresentações da edição 2016 do espetáculo “As Pastorinhas” lotaram o Teatro Municipal Sebastião Pompeu de Pina nos dias 13 e 14 de maio, em Pirenópolis. Quem perdeu a oportunidade terá outra chance, no próximo sábado, 21 de maio, às 21 horas, de assistir à encenação que integra a Festa do Divino Espírito Santo. Os ingressos custam R$ 15.

Trazida para Pirenópolis no ano de 1922, a opereta de origem portuguesa é realizada há quase cem anos ininterruptos na cidade e narra a visita de um grupo de pastoras ao Menino Jesus. Leia mais sobre a tradição das Pastorinhas.

A história é contada por meio de canções e um bailado que são interpretados por jovens selecionadas entre as moças da cidade. Ainda que com algumas adaptações, as músicas e melodias permanecem originais. Todos os papéis são femininos, com exceção de três: o Velho Simão (pastor que orienta as Pastorinhas em sua caminhada), o menino Benjamim e o capeta. Todo o espetáculo é acompanhado por uma orquestra.

“Sou pastorinha desde que me entendo por gente. É uma tradição na nossa família. Minha avó foi pastorinha e minha mãe também”, conta Ana Beatriz Sá, de 14 anos, que interpretou a cigana Cira, personagem que no enredo do espetáculo é convertida pelo Divino Espírito Santo.

Para incentivar o envolvimento das meninas com a peça desde cedo, os organizadores da encenação também promovem, no fim do ano, uma versão infantil da peça. Desde os três anos, Elisa Cristina Gonçalves Pompeu de Pina participa das apresentações. Hoje, com 14 anos, ela fala emocionada sobre essa tradição. “Faz parte da minha vida. Não me imagino passar um ano sem estar aqui”, diz a jovem.

O costume passado de geração para geração é algo muito forte em Pirenópolis, mesmo em tempos modernos como os de hoje. O maestro Thiago Siqueira Dias que comanda a orquestra do espetáculo, por exemplo, é tataraneto de Odorico Siqueira, músico que tocou nas primeiras apresentações das Pastorinhas. “Cultura é isso: é a tradição passada através de gerações”, disse o maestro ao agradecer às mães pelo incentivo à participação de suas filhas.

Por Raquel Pinho

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