Um dos mais importantes teatros do Brasil, poucos sabem, está localizado no Centro Histórico de Pirenópolis. O Teatro Sebastião Pompeu de Pina fica próximo a Igreja Matriz e hoje não passa de um escombro. Sua estrutura está podre e a fachada precisou ser escorada para não desabar pelo total abandono dos governos estaduais passados. Hoje, finalmente, o Iphan deu a autorização para a empresa vencedora da licitação, feita pelo Governo do Estado de Goiás, iniciar a obra de recuperação do espaço.

Foram liberados 1,8 milhão de reais (recurso estadual) para a restauração do prédio e cerca de 6 milhões de reais (recurso Federal) para compra de equipamentos como: iluminação, cortinas, som, cadeiras, palco, etc. A empresa vencedora da licitação e responsável pela obra – BIAPO, é a mesma que restaurou a igreja matriz duas vezes e reformou a famosa ponte de madeira, que permite a travessia dos carros e da população sobre o Rio das Almas.

Conheça o teatro a ser reestruturado
Construído no final do século XIX e início do século XX, o Teatro Sebastião Pompeu de Pina é um dos mais importantes teatros do Brasil. A responsabilidade de sua gestão é da Secretaria Municipal de Cultura e da Secretaria de Estado de Cultura, através da AGEPEL (Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira). O teatro funcionava de segunda a sexta, das 08h às 11h e das 13h às 17h, sábado das 9h às 20h e domingo das 9h às 15h. Foi o segundo Teatro construído na cidade, o primeiro foi o Teatro São Manuel, construído pelo Comendador Manuel Barbo de Siqueira.

O Teatro surgiu em Pirenópolis quando Sebastião José de Siqueira doou o terreno a Sebastião Pompeu de Pina, que começou a construção com ajuda de donativos vindos de conterrâneos, com a venda de roupas, alimentos e animais, leiloados em praça pública. Isto ocorreu entre 1889 e 1901. Até a esposa de Sebastião Pina, a Sra. Maria Cristina D’Abadia Mendonça Pina colaborou com a venda de biscoitos para ajudar na construção. Alguns levantamentos dão conta de que o teatro foi inaugurado com a apresentação da peça “O Judeu”, de Antônio Manuel, encenada por pirenopolinos, dando início a fase áurea do teatro com mais de 40 peças realizadas naquela época.

Depois de intervenções e manutenções, em 1916, o teatro passou a funcionar como cinema até 1945 sendo, ainda, serraria, fábrica de móveis, garagem, armarinho e até bar. Como as peças demoravam horas, cheias de imprevistos, as pessoas tinham o costume de levar alimentos como: doces, café, vinho, biscoitos, chás e, até, colchões para as crianças. Em 1980 o Estado assumiu o prédio e em 1984 o restaurou.

O Teatro voltou a funcionar até 1997, quando foi interditado novamente e reinaugurado em 1999. Em 2009 passou por novas reformas que criaram a parte dos fundos com o Entroncamento Cultural que ligou a ele o Cine Pireneus. De lá para cá o teatro vem se deteriorando até chegar ao estado atual, de terem que escorar sua fachada para ela não desabar.

Com a liberação da obra pelo IPHAN a empresa responsável pretende dar início aos trabalhos no começo de 2020. A previsão é de pelo menos dois anos de obra segundo informações de fontes da Prefeitura de Pirenópolis.

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