Prêmio Rodrigo Melo Franco de Almeida irá escolher oito projetos valorizam o patrimônio cultural do Brasil. Cada iniciativa selecionada irá receber em R$ 30 mil. Participação é aberta a pessoas físicas e jurídicas, entidades públicas e da sociedade civil organizada

Encerram no próximo dia 17 de maio as inscrições para a 32ª edição do concurso para o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Almeida, promovido pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A premiação irá selecionar oito projetos representativos de ações que promovam e preservem o patrimônio cultural brasileiro material e imaterial. Cada iniciativa escolhida irá receber R$ 30 mil em prêmio. Os trabalhos com seu detalhamento completo e comprovação de resultados deverão ser entregues nas sedes superintendências estaduais do Iphan, que no caso de Goiás, fica na Rua 84, nº 61, Setor Sul, em Goiânia.

De acordo com o diretor do Departamento de Cooperação e Fomento (Decof) do Iphan, Marcelo Brito, o prêmio é o mais importante reconhecimento nacional às ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro. “As instituições governamentais e privadas, fundações, pessoas e organizações da sociedade civil de todo País enviam informações detalhadas ao Instituto sobre trabalhos desenvolvido nesse sentido. É um processo que envolve ações de identificação, documentação, proteção, conservação, salvaguarda, promoção, difusão e educação patrimonial relacionadas ao patrimônio cultural do país”, explica. Em 2018, o prêmio recebeu 302 inscrições.

Conforme o edital do concurso, a seleção dos projetos ou ações leva em conta a originalidade, criatividade, relevância de caráter exemplar, de registro, necessidade de divulgação e reconhecimento público. Os trabalhos inscritos serão avaliados por comissões estaduais, compostas por representantes de diversas áreas locais. As inscrições podem ser feitas mediante preenchimento da ficha de inscrição e do resumo das ações, que estão disponíveis junto com o edital, no endereção eletrônico: http://portal.iphan.gov.br/editais/detalhes/259/32a-edicao-do-premio-rodrigo-melo-franco-de-andrade2019 .

Pirenópolis também já teve trabalho premiado no Prêmio Rodrigo. Em 2007, o projeto Sociedade dos Amigos de Pirenópolis (SOAP) venceu a categoria Preservação de Bens Móveis e Imóveis. Após um incêndio ter atingido a Igreja Nossa Senhora do Rosário, em 2002, um grupo de técnicos e operários da cidade fez com que o templo do século XVIII fosse reerguido.

Em 2018, o trabalho goiano Preservação da Imagem e Memória da Amazônia por John Cowell, da PUC Goiás, recebeu menção honrosa na 31ª edição do prêmio. O acervo da instituição de ensino, abrigado no Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia (IGPA), guarda cerca de 3.500 registros filmicos da floresta brasileira.

Outro trabalho goiano premiado foi a Preservação da Tradição e da Cultura do Centro-Oeste Goiano através da trilogia de Bariani Ortêncio, em 2015. A obra do folclorista Bariani Ortêncio preserva a tradição, a partir de uma trilogia literária composta pelas obras: “Dicionário do Brasil Central”, “Cozinha Goiana” e “Medicina Popular do Centro-Oeste”.

O prêmio

Instituído em 1987, o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Almeida é uma homenagem ao primeiro superintendente nacional do Iphan. A participação é aberta a pessoas físicas, jurídicas, entidades públicas e da sociedade civil organizada de todo o País. Até a definição dos oito projetos selecionados, todos devem passar pela seleção estadual, o que deverá resultar em 94 trabalhos que serão apreciados por uma comissão nacional de avaliação, presidida pela presidente do instituto, Kátia Bogéa, e compostas por especialistas e representantes de instituições de defesa e desenvolvimento do patrimônio cultural.

O prêmio é dividido em duas grandes categorias: Iniciativas de excelência no campo do Patrimônio Cultural Material e Iniciativas de excelência no campo do Patrimônio Cultural Imaterial. Cada categoria é dividida em quatro segmentos: entidades governamentais, empresas e fundações privadas, outras instituições sem fins lucrativos da sociedade civil organizada e pessoas físicas e representantes de grupos ou coletivos.

Marcelo Brito destaca que o prêmio ajudar difundir as legítimas expressões culturais de todas as regiões do País e coloca em evidência a pluralidade e a inventividade do brasileiro. De acordo do diretor do Iphan de Goiás, esses projetos, ao preservar o patrimônio artístico-cultural, potencialidade a atividade turística nas respectivas comunidades onde são desenvolvidos.

Além disso, diz Marcelo, o prêmio contribui para o envolvimento das pessoas em ações nas áreas de preservação de bens culturais, artísticos e ambientais como as edificações das cidades históricas, sítios arqueológicos, monumentos, acervos museológicos, documentais, bibliográficos, arquivísticos, videográficos, fotográficos e cinematográficos.


 

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