Realizada há quase um século, festa em louvor à Santíssima Trindade dos Pireneus acontecerá entre os dias 11 e 14 de julho. Ao todo, são quase 20 quilômetros de caminhada da Igreja do Bonfim ao topo do morro

Com quase um século subindo o Morro dos Pireneus em louvor à Santíssima Trindade, fiéis mantêm tradição de 93 anos e nos próximos dias 11 a 14 de julho realizam procissão que percorrerá cerca de 20 quilômetros. A caminhada sairá, a partir das 17h, da Igreja do Bonfim, na Rua do Bonfim, próximo ao Divino Lounge Café, seguindo até topo do morro. Neste ano, a organização da Festa dos Pireneus ficará à cargo da cabeleireira Rosana Damasceno, festeira da Paróquia Santa Bárbara e da Associação dos Romeiros do Pireneus (ARPI).

No primeiro dia da celebração, além da procissão até o alto da Serra dos Pireneus, localizado a 1.385 metros acima do nível do mar, ocorre a recepção dos romeiros na Barraca da Festeira, a partir das 20 horas. “São cerca de 40 romeiros que sobem. Damos o suporte necessário durante todo o caminho com barracas de apoio que também oferecem lanches, água, café e chá”, destaca Rosana Damasceno.

A festa, que é celebrada sempre no final de semana de lua cheia de julho, ainda terá a realização da oração do terço na Capela Nossa Senhora d’Abadia, conhecida como Capela do Largo, durante os dias 12 e 13 de julho, sempre às 20 horas. Ainda no terceiro dia da programação é realizada uma missa na Capela Santíssima Trindade (Capela do Alto dos Pireneus) e levantamento do mastro, a partir das 16 horas. No último dia, ainda acontece uma missa na Capela do Largo, às 10h30, e o anúncio do novo festeiro.

A tradição

A primeira missa realizada na Serra dos Pireneus foi em 19 de julho de 1927, realizada pelo padre Santiago Uchôa. No mesmo local, o comendador Cristóvam José de Oliveira, idealizador da romaria, ergueu uma pequena capela em homenagem ao Divino Pai Eterno. Atualmente, entre romeiros, organizadores e turistas, a festa atrai cerca de 300 pessoas.

O festejo ganhou muita relevância que se tornou objeto de pesquisa do curso de Mestrado Interdisciplinar do Programa de Pós-graduação em Territórios e Expressões Culturais do Cerrado da Universidade Estadual de Goiás (UEG). A professora de Biologia Sirlene Alves da Silva é romeira há mais de 20 anos e há três anos decidiu pesquisar o ciclo festivo da romaria com foco na devoção religiosa, na veneração pela natureza e na relação entre os frequentadores da festa e o meio onde ela acontece.

“Não tinha sido feito nenhum estudo sobre a festa do morro direcionado à história, à importância e à continuidade da festividade enquanto tradição. Sinto que pertenço à festa e a festa pertence à mim, o que impulsionou minha busca por maior conhecimento da romaria”, destaca a pesquisadora.

Apesar de ter seu auge em julho, Sirlene ressalta que a festa em louvor à Santíssima Trindade se constitui em uma sequência de ritos que tem início em novembro, realizada com terços mensais. “A tradição está sempre se modificando, mas a festa continua singela e peculiar com clima religioso, familiar, fraterno e de contemplação da natureza, apresentando-se como verdadeiro Patrimônio Natural, Cultural e Religioso da cidade de Pirenópolis” explica.

Programação

Quinta-feira (11/7)
17 horas: procissão (saída da Igreja do Bonfim até a Serra dos Pireneus).
20 horas: recepção dos romeiros na Barraca da Festeira.

Sexta-feira (12/7)
20 horas: terço na Capela Nossa Senhora d’Abadia (Capela do Largo).

Sábado (13/7)
16 horas: missa na Capela Santíssima Trindade (Capela do Alto dos Pireneus).
20 horas: terço na Capela Nossa Senhora d’Abadia (Capela do Largo) e levantamento do mastro.

Domingo (14/7)
10h30: missa na Capela Nossa Senhora d’Abadia (Capela do Largo) e anúncio do novo festeiro.

 

Movido pelo respeito ao meio ambiente e integração a natureza e arquitetura da cidade, o Quinta Santa Bárbara é o PRIMEIRO ECO RESORT de Pirenópolis.

E VOCÊ PODE SER UM DOS EXCLUSIVOS PROPRIETÁRIOS!

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *