Charmosa cidade apresenta pratos para todos os gostos. Gastronomia é uma das principais atrações da cidade localizada entre Goiânia e Brasília

Suas riquezas naturais, o Centro Histórico com suas edificações centenárias e as tradicionais festas, como as Cavalhadas e a Festa do Divino, sempre foram grandes atrações de Pirenópolis, localizada a 130 quilômetros de Goiânia e 150 de Brasília. Mas todos esses aspectos da cidade, sua história, cultura, folclore e natureza estão representadas em outra grande atratividade turística do município: sua gastronomia.

De pratos típicos feitos há séculos da mesma maneira e revelando nuances de um Brasil de outra época, passando por ingredientes que exploram a diversidade de sabores do cerrado, às influências da cozinha contemporânea e internacional, tudo isso faz de Pirenópolis um dos principais polos gastronômicos de Goiás. A cidade, inclusive, é sede de um dos principais festivais gastronômicos do estado, o Festival Gastronômico e Cultural de Pirenópolis, e do curso de gastronomia da Universidade Estadual de Goiás (UEG). De acordo com pesquisa realizada pela Goiás Turismo, em 2018, com 301 turistas que visitaram a cidade naquele ano, 7,6% disseram que vão até a cidade para apreciar os pratos locais.

O secretário municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Marcos Gomes Vieira, confirma que a variedade da culinária é também um importante atrativo de Pirenópolis, o que incentiva novos investimentos de empresários e comerciantes na região. “Aqui não temos apenas a gastronomia goiana, mas também a mineira, contemporânea, árabe, japonesa. Isso torna-se um diferencial ao ponto de pessoas saírem de Goiânia e Brasília para comerem em Pirenópolis”, destaca.

Essa vocação de Pirenópolis para o turismo gastronômico se consolidou em 2006, quando a UEG abriu o curso superior de tecnologia em Gastronomia, com duração de três a cinco anos. De acordo com o coordenador do curso, Vanderlei Alcântara, mais de 200 profissionais foram formados e outros 119 alunos estão matriculados atualmente. “Antes da abertura do curso, a gastronomia pirenopolina, já era conhecida, mas era muito caseira. Com isso, não se encontrava temperos básicos. Agora, os pequenos produtores passaram a investir mais em novos insumos, o que proporcionou o crescimento da agricultura familiar e da variedade de pratos na cidade”, afirma.

Todos os gostos

Além dessa melhor qualificação da mão de obra para a gastronomia, permitindo o surgimento de novos chefs e empreendedores do ramo culinário. Pirenópolis também passou a atrair pessoas de outras partes do mundo, que conheceram a cidade como turistas, se apaixonaram e a adotaram como sua, trazendo influências de terras distantes.

É o caso do chef do restaurante de comida contemporânea Montserrat, Juan Pratignestós. Nascido em Barcelona, capital da Região da Catalunha, na Espanha, ele conta que chegou ao Brasil para trabalhar como jornalista e fotógrafo em Brasília, quando descobriu a cidade, isso lá em meados dos anos 1970. “Fiz uma matéria sobre comportamentos, religiosidade e festas populares há muitos anos e passei a frequentar a cidade desde os anos 70. A cada visita me encantava”, lembra.

Há 10 anos, Juan investe em seu restaurante na Rua Ramalhuda, onde oferece aos seus clientes pratos de carnes vermelhas, peixes e massas com influência da Catalunha, Portugal e Itália. Apesar da influência internacional, o restaurante apresenta seu toque goiano. “As duas pessoas que trabalham comigo passaram pela universidade daqui [UEG]. A nossa chefe principal, inclusive, foi aluna da segunda turma de lá”, afirma o empresário, que se mudou para Pirenópolis seis meses antes de abrir o restaurante, período que dedicou à adaptação na cidade.

A culinária de Pirenópolis traz também fortes referências históricas, em especial do Brasil Colonial. A Fazenda Babilônia, construção bicentenária da região, é o exemplo mais famoso e faz um resgate antropológico da cultura goiana. Todos os finais de semana e feriados, o local atrai centenas de turistas com mais de 40 itens em seu tradicional Café Sertanejo, que lembra os antigos cafés coloniais. “Iniciamos esse processo para receber estudantes e interessados na história de Goiás. Além de ver a construção do período colonial, os visitantes podem experimentar as delícias dessa época”, destaca a proprietária da fazenda, Telma Machado.

A marca do famoso Café Sertanejo, segundo a proprietária da fazenda, está nas receitas tradicionais que seguem o seu preparo de maneira fiel a como eram feitas há dois séculos. “Tentamos manter essa tradição de anos atrás intacta e não usamos produtos industrializados. Quando não temos algum ingrediente na fazenda, buscamos de nossos vizinhos”, ressalta Telma.

Entre os pratos mais tradicionais oferecidos aos visitantes da Babilônia está a Matula de Galinha, prato muito utilizado pelos tropeiros em suas viagens para São Paulo e Rio de Janeiro ainda no período colonial. “Temos a Paçoca de Carne Seca, que leva carne bovina frita, açafrão, pimenta-bode e farinha de mandioca. Todos os ingredientes são socados no pilão e, por ter uma longa durabilidade, o prato também era utilizado pelos tropeiros”, detalha

A gastronomia em Pirenópolis é entendida também, por muitos, como um complemento a um estado de bem-estar que só os belos cenários da cidade são capazes de provocar. Por isso são muitos os estabelecimentos que integram uma culinária requintada e ao mesmo tempo típica às paisagens únicas que só Piri oferece.

Funcionando num imóvel tombado pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Divino Lounge Café é um desses estabelecimentos que aliam uma comida deliciosa a um cenário igualmente gostoso de se curtir. Localizado no Centro Histórico de Pirenópolis, ao lado da Igreja do Bonfim, o local oferece uma ótima vista da cidade, especialmente no fim de tarde, com um pôr do sol que já é famoso entre moradores e visitantes, e tudo isso combinado a um menu variado de sanduíches, crepes, omeletes, sobremesas, sucos naturais, cafés especiais e uma ampla carta de vinhos e cervejas artesanais.

Festival

Desde 2003, Pirenópolis é sede do Festival Gastronômico e Cultural que reúne renomados chefs de diferentes partes do Brasil, que utilizam frutos do Cerrado como ingredientes para a elaboração dos pratos. O evento, que integra o circuito gastronômico de Goiás, reforça a vocação da cidade para o turismo baseado na sua culinária.

Vista como fator fundamental para a promoção do turismo e da cultura local, a gastronomia tem chamado a atenção da classe política. Neste ano, o Projeto de Lei 305, que está em análise na Câmara dos Deputados, de autoria do deputado federal goiano Rubens Otoni, pretende incluir a gastronomia brasileira como segmento que poderá ser beneficiada com incentivos fiscais da Lei Rouanet. A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Cultura; Finanças e Tributação; Constituição e Justiça; e Cidadania.

Movido pelo respeito ao meio ambiente e integração a natureza e arquitetura da cidade, o Quinta Santa Bárbara é o PRIMEIRO ECO RESORT de Pirenópolis.

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