O local nasceu do ideal de um casal que vislumbrou uma oportunidade de um bom negócio, mas também a chance de mudar radicalmente o estilo de vida. Localizado a poucos quilômetros da sede do município de Pirenópolis, a área de mais de 44 hectares guarda uma natureza exuberante e é dedicada à educação ambiental, a práticas sustentáveis e ao ecoturismo, já recebeu grandes celebridades, como o príncipe Philip, marido da rainha da Inglaterra

A história do projeto do Santuário de Vida Silvestre Vagafogo, uma área de pouco mais de 44 hectares em Pirenópolis e que guarda uma natureza exuberante, dedicada à educação ambiental, a práticas sustentáveis e ao ecoturismo, nasce junto com a história de amor de seus dois proprietários, o mineiro Evandro Ayer e a paulista Catarina Schiffer. E bem longe, mais precisamente na Bélgica.

Nos anos 1970, ainda sem se conhecerem, Catarina e Evandro decidiram visitar a Europa. Ela foi para a Inglaterra com o intuito de aprender um novo idioma e passou a viajar e a trabalhar no Velho Continente. Na mesma época, ele decidiu ir para Nova York, nos Estados Unidos, com único objetivo: descobrir o mundo e conhecer novas culturas. Depois de viver por pouco mais de um ano na famosa Big Apple, Evandro, que já era ligado à questão ambiental, decidiu ir junto com um grupo de amigos para conhecer uma comunidade macrobiótica na Bélgica, onde conheceu Catarina.

Os dois ficaram fascinados com o lugar que trazia uma filosofia e um estilo de vida centrados no contato e respeito com a natureza e na sustentabilidade. Então, juntos, Evandro e Catarina decidiram visitar outra comunidade semelhante em Goa, na Índia. Para chegar lá, pegaram carona até a Bulgária, um trem para o Irã e outra carona para o Afeganistão, mas desistiram da aventura no meio do caminho e retornaram para Bélgica, de onde poucos meses depois, voltaram para o Brasil.

Em 1974, quando voltaram para o Brasil e começaram a morar e trabalhar em Brasília, a ideia era fazer dinheiro e, depois, abrir uma comunidade parecida com a belga. “Estávamos empregados em serviços muito caretas, mas a ideia era fazer dinheiro para concretizarmos nosso projeto. O Evandro trabalhava na embaixada americana e eu no Hotel Nacional, depois fui para a sede da Unicef e da Unesco em Brasília”, explica Catarina.

Em 1975, bem durante a época da Festa do Divino Espírito Santo, Catarina e Evandro conheceram Pirenópolis e tiveram uma certeza, a bela cidade histórica cercada de riquezas naturais e carregada de muita cultura seria o lar definitivo do casal e o local para concretização do sonho que nasceu na Bélgica. Neste mesmo ano eles compraram a terra onde funcionaria o projeto da Fazenda Vagafogo. Mas apesar disso, demorou um pouco para o casal investir recursos e tempo nesse sonho. No começo da década de 1980, percebendo o crescimento do turismo ecológico no País, os dois vislumbraram uma oportunidade de um bom negócio, mas também de mudar radicalmente o estilo de vida. “Compramos [a fazenda] porque queríamos morar no campo e viver da agricultura orgânica”, afirma Evandro.

“A única dúvida que tínhamos era se o santuário receberia um grande número de visitantes”, confessa Evandro sobre o receio que tinha. Mas, felizmente, o projeto deu muito certo e hoje a Vagafogo é uma das principais atrações turísticas de Pirenópolis e recebe mais de 12 mil pessoas por ano. Nos anos 1990, a Fundação Pró-Natureza (Funatura) propôs aos proprietários a transformação do local em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, o que viabilizaria recursos necessários para a manutenção e preservação do local.

O santuário
O santuário ou Fazenda Vagafogo, como é mais conhecido, está localizado a apenas seis quilômetros da Igreja Matriz de Pirenópolis. Os visitantes podem fazer uma trilha dentro da mata passando por passarelas de madeiras e uma pequena cachoeira. Outra ação é o circuito de aventuras que contemplam quatro modalidades: arvorismo, rapel, pêndulo e tirolesas. As atividades são supervisionadas por profissionais treinados e capacitados para garantir momentos de lazer e descontração para os visitantes. A idade mínima para participar do circuito é de seis anos e não indicado para pessoas com problemas cardíacos, portadores de marca-passo, recém operados, gestantes e quem tem mais de 90 kg.

A fazenda ainda abriga o projeto Santuário das Aves Vagafogo, desenvolvido em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Após as aves serem resgatadas, passam um período na sede da entidade ambiental, onde são avaliadas, tratadas e observadas por biólogos. Após esse processo, elas são encaminhadas para o santuário, onde passam por um período de adaptação até a soltura.

O espaço também recebe a visita de estudantes interessados em conhecer a fauna e flora do Cerrado. De acordo com Catarina, o projeto Educação Ambiental Vagafogo é destinado para escolas e universidades para mostrar a relação de interdependência do ser humano com a natureza e a importância da proteção, manutenção e preservação do meio ambiente. “É uma troca de experiências que temos com os estudantes, sem falar que eles fazem a trilha no local para compreender melhor como podemos nos relacionar harmoniosamente com plantas e animais do nosso bioma”, destaca.

Após caminhar pela trilha, os visitantes ainda podem degustar um delicioso brunch com 45 opções de pratos, entre eles queijo fresco, salada de frutas e tortinha de banana. “São todos produzidos na fazenda e é dada prioridade total para os frutos do Cerrado, com exceção da maçã e de outras frutas que não são típicas da nossa região e que integram a salada”, destaca Catarina. Entre os frutos usados para a preparação do brunch se destacam a cagaita, a seriguela e mangaba.

O espaço é aberto todos os dias para passeio e brunch e não é necessário agendamento ou reserva. Já no período de férias, a trilha de aventuras também é aberta todos os dias, mas é necessário fazer agendamento prévio. Para fazer o passeio com trilha em uma área de mata com passarela de madeira, piscina e pequena cachoeira, os valores variam de R$ 10,00 (crianças e idosos) a R$ 20,00 (adultos). No final, há a opção de se fazer um brunch: R$ 23,00 para crianças (4 a 12 anos. Menores de 4 anos não pagam) e R$ 55,00 para adultos. Já aqueles que também querem aproveitar o espaço “Aventura” devem pagar de R$ 150,00 para aproveitar todas as atividades oferecidas pelo santuário (arvorismo, tirolesa, rapel e pêndulo) ou R$ 50,00 por cada atração.

Visitante ilustre

A potencialidade do local começou a despertar a atenção de muitas personalidades mundiais, caso do então presidente britânico da World Wildlife Fund (WWF, Fundo Mundial da Natureza, em português), o duque de Edimburgo e marido da rainha do Reino Unido Elizabeth II, príncipe Philip. Em 19 de março de 1992, a fazenda foi aberta com a presença do duque. “Foi uma grande surpresa. Ele ficou por lá, no máximo, três horas, mas foi o suficiente para marcar a inauguração do Vagafogo”, disse.

Outros visitantes conhecidos também passaram a visitar o espaço. Por estar localizada próxima a duas metrópoles, Goiânia e Brasília, o espaço significa um grande refúgio para aqueles que querem viver longe dos tumultos das grandes cidades. “Já recebemos visitas da ex-ministra Marina Silva, do ex-presidente Fernando Collor de Melo, da procuradora-geral da República Raquel Dodge, do ex-governador Marconi Perillo… são pessoas que tem uma vida tumultuada e que aproveitam algumas horas para descansar no meio da natureza”, destaca Catarina.

Movido pelo respeito ao meio ambiente e integração a natureza e arquitetura da cidade, o Quinta Santa Bárbara é o PRIMEIRO ECO RESORT de Pirenópolis.

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