Berço cultural de Goiás é referência no ecoturismo e preservação da arquitetura colonial. Aproveite as belezas de Piri.

Berço cultural de Goiás e tombada como patrimônio histórico do Brasil, Pirenópolis atrai visitantes interessados no clima aconchegante, no turismo cultural e em suas belezas naturais — o município possui dezenas de cachoeiras “de encher os olhos”. No mês de julho, a cidade vive sua alta temporada e a expectativa é de que o fluxo de visitantes aumente em pelo menos 40%, em relação aos outros meses do ano, de acordo com dados da administração municipal.

“Esse fluxo cresce porque os turistas permanecem na cidade durante a semana. Geralmente, nos meses comuns, eles chegam na sexta e vão embora no domingo”, diz o secretário municipal de Cultura, Gedson Edmar de Oliveira. Ele observa que várias pousadas não têm vagas mesmo em dias como segunda-feira.

Arvorismo no Santuário Vagafogo
Arvorismo no Santuário Vagafogo

A agitação dos turistas ajuda a movimentar o comércio e a rede hoteleira de Piri — como é carinhosamente apelidada pelos visitantes. O empresário Alex Correia, proprietário da cafeteria Pé di Café, instalada na Rua Aurora, no centro histórico, percebe bem a mudança com a chegada das férias de julho. Ele informa que, nesta época, precisa pagar hora extra aos funcionários para dar conta do atendimento. “É um mês excelente para a gente”, diz.

Para Loanda de Paula, moradora de Pirenópolis e proprietária da marca de roupas Rainha da Floresta, essa movimentação também é importante para mais gente conhecer suas criações. “Julho, janeiro e os feriadões são os melhores momentos de comercialização aqui na cidade. Isso se reflete também no camping, um outro negócio que tenho”, diz.

Loanda de Paula (à esq.), proprietária da marca de roupas Rainha da Floresta, e Lilian Pereira
Loanda de Paula (à esq.), proprietária da marca de roupas Rainha da Floresta, e Lilian Pereira

Além de pagar hora extra para os empregados, alguns estabelecimentos precisam contratar mais gente para atender o grande fluxo de turistas durante a alta temporada. Muitas vezes esses trabalhos temporários vão além do período de férias. Segundo o último Boletim de Dados Turísticos de Goiás, divulgado em 2014, as atividades ligadas ao turismo geraram, entre 2006 e 2013, mais de 300 novos postos de trabalho na cidade.

Rafaela Silva tem 22 anos e é natural de Brasília-DF. A jovem mudou-se para Pirenópolis há três anos para trabalhar. “Sempre fui apaixonada pela cidade e, como surgiu a oportunidade de emprego, mudei para cá. Neste tempo em que estou aqui, só fiquei desempregada uma única vez”, conta. Por ano, o município recebe meio milhão de turistas, segundo estimativa da administração municipal.

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