Festival que une cinema e gastronomia sustentável será realizado entre os dias 15 e 18 de setembro, no Cine Pireneus

Com uma proposta única no Brasil, o 7º Slow Filme – Festival Internacional de Cinema e Alimentação – traz em suas 24 obras que serão exibidas, ao longo de quatro dias, a valorização da culinária e dos produtos locais, e ainda o conceito do “quilômetro zero”, que propõe o consumo de alimentos que não tenham percorrido grandes distâncias até o consumidor final. O evento será realizado entre os dias 15 e 18 de setembro em Pirenópolis e também contará com palestras e oficinas.

Com entrada franca, mediante a retirada de ingresso na bilheteria do Cine Pireneus, o Slow Filme apresentará 24 títulos cinematográficos, entre curtas e longas-metragens, produzidos em diferentes países, como Espanha, Polônia, Portugal, Reino Unido, Suíça, Peru, Canadá, Japão e, é claro, no Brasil. Em comum, as obras recuperam tradições no campo da culinária e da alimentação, adaptando-as ao mundo do século XXI ou apenas registrando-as. De acordo com o curador da mostra, o jornalista e sociólogo Sérgio Moriconi, para este ano a expectativa é das melhores. “Esperamos uma média de público bem maior do que nas edições anteriores. No ano passado, quando recebemos mais de 1.500 pessoas nos quatro dias de evento, isso só nas sessões dos filmes, sem contar o público das oficinas e palestras, tivemos que abrir uma sala extra de projeção”, afirma o idealizador e organizador do Festival.

7ª Edição do Slow Filme começa no próximo dia 15 e segue até o próximo dia 18 de setembro com a exibição de 24 obras
7ª Edição do Slow Filme começa no próximo dia 15 e segue até o próximo dia 18 de setembro com a exibição de 24 obras

Na programação das atividades paralelas ao Festival, um dos destaques, segundo Sérgio Moriconi, será a oficina “Xepa: Cozinha da Reciclagem e do Amor”, que será ministrada nos dias 15 e 16 de setembro, para merendeiras das escolas de Pirenópolis e membros da comunidade em geral. “Essa é uma oficina que estamos realizando em parceria com o Campus da Universidade Estadual de Goiás (UEG) em Pirenópolis. Como ministrantes, nós convidamos a cozinheira da reciclagem, Regina Tchelly, fundadora do ‘Favela Orgânica’, projeto realizado na cidade do Rio de Janeiro e que tem como objetivo modificar a relação das pessoas com os alimentos, evitando o desperdício e combatendo a fome de forma prática. Também convidamos a chef Jussara Dutra, coordenadora do Grupo de Trabalho e Pesquisa em Culinária do Rio Grande de Sul e líder do movimento Slow Food no Sul do Brasil”, informa o curador do Festival.

Degustação

Outro destaque do Festival será a presença do renomado chef português André Magalhães, premiado pela prestigiada revista Wine como “Personalidade do Ano na Gastronomia” de Portugal. Ele irá preparar um menu especial em homenagem ao Slow Filme. O almoço será realizado no Restaurante Montserrat, de propriedade do chef catalão Juan Pratginestós. Esse evento será para um número limitado de participantes.

O renomado chef português André Magalhães é um dos convidados para esta edição do 7ª do Slow Filme
O renomado chef português André Magalhães é um dos convidados para esta edição do 7ª do Slow Filme

O Festival terá também momentos de degustação de produtos da Central do Cerrado, que reúne 35 organizações comunitárias de sete estados brasileiros (MA, TO, PA, MG, MS, MT e GO) e que desenvolvem atividades produtivas a partir do uso sustentável da biodiversidade do cerrado. No penúltimo dia do evento, haverá um momento de degustação específico para produtos vindos da Península Ibérica, mais especialmente de Portugal e Espanha.

Origem

Segundo Sérgio Moriconi, a ideia de organizar um festival que juntasse cinema e alimentação saudável começou de um projeto que acabou não dando certo. “Eu tentava fazer um documentário que buscava, a partir do uso do baru (tipo de castanha muito usada na culinária goiana), mostrar as tradições e a cultura de Pirenópolis no campo da gastronomia. Mas o projeto não foi para frente, porém, pelo meu próprio envolvimento com essa questão da ‘slow food’, fui buscar mais informações sobre o assunto e descobri que na Europa já havia muitos festivais e mostras que tratavam dessa temática da alimentação saudável. Foi quando eu descobri na cidade de Bra, na Itália, um festival de cinema com esse conceito da ‘slow food’ e trouxe o formato do evento para Pirenópolis”, conta Sérgio.

Hoje, o festival que inspirou o Slow Filme já não existe mais, apenas quatro edições foram realizadas, porém serviu como uma ótima ideia para um evento, que segundo Moriconi, é a cara da nossa cidade. “Quando pensei em montar o Festival não imaginei outro lugar, que não fosse Pirenópolis, até pelo filme sobre a cidade que eu estava fazendo. Mas aqui se tem uma cultura local muito forte. Pirenópolis é muito centrada em suas tradições, que são riquíssimas, e a questão da alimentação está muito ligada à cultura e a história da cidade”, explica Sérgio Moriconi.

Slow Food

O termo Slow Food trata de um movimento mundial que defende uma alimentação com prazer, utilizando produtos artesanais e de qualidade especial, produzidos de forma que se respeite, tanto o meio ambiente, quanto as pessoas responsáveis pela produção.

O Festival de cinema e alimentação saudável visa valorizar produtos locais
O Festival de cinema e alimentação saudável visa valorizar produtos locais

O Slow Food opõe-se à tendência de padronização dos alimentos no mundo e defende a necessidade de que os consumidores estejam bem informados, se tornando co-produtores do que comem.

Para saber mais sobre a programação do Festival e sinopses dos filmes acesse o site: objetosim.com.br/slow-filme

Por Anderson Costa

3 Comentários

  1. Maria dalva Alves tavares

    Nossa que cidade linda meu sonho de conhece

  2. Maria dalva Alves tavares

    Muito linda cidade

  3. Maria dalva Alves tavares

    Eu amor piripiri

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