Cachoeiras, trilhas na mata, atividades esportivas em meio à natureza, visitas a igrejas centenárias e um roteiro gastronômico diversificado, opções não faltam na nossa charmosa Piri

Patrimônio histórico do Brasil, Pirenópolis tem em suas riquezas culturais e naturais os principais atrativos. Cachoeiras, trilhas na mata, atividades esportivas em meio à natureza, visitas a igrejas centenárias e um roteiro gastronômico com o melhor da cozinha internacional e regional, ou seja, opções não faltam nesse que é um dos destinos mais procurados do Centro-Oeste, sobretudo pelos moradores de Goiânia e Brasília.

O calor do verão é um convite especial para os turistas conhecerem algumas das mais de 80 cachoeiras localizadas no território do município, muitas delas bem próximas ao Centro Histórico. Com uma natureza exuberante em seu entorno, a cidade esbanja opções quando o assunto é ecoturismo e está entre os lugares mais procurados do Brasil pelos amantes de práticas esportivas como arvorismo, rapel, pêndulo, tirolesa, cavalgada, mountain bike, canyonismo, boia cross e trekking.

Guia turístico na cidade há 17 anos, Paulo Cesar Fernandes Padilha afirma que mesmo nesta época do ano, quando as pancadas de chuva são frequentes, os dias são praticamente de tempo firme. Segundo ele, cerca de 90% dos turistas escolhem os passeios e banhos em cachoeiras, sendo a outra parcela mais interessada em roteiros pelo centro histórico.

Padilha, como é conhecido, diz que Pirenópolis tem se estruturado cada vez mais para ser um centro do ecoturismo reconhecido no Brasil. Ele explica que atividades mais aventureiras realizadas na cidade, como rapel, arvorismo e tirolesa, além de emocionantes são muito seguras. “Os locais têm equipamentos certificados pelo Inmetro [Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia] e seguem as normas de segurança da ABNT [Associação Brasileira de Normas Técnicas]”, esclarece. Em Pirenópolis, um dos locais com mais opções para o ecoturismo é o Santuário Vaga Fogo. Lá, se destacam a prática do arvorismo (trilha sobre a copa das árvores) e o rapel, feito em um jatobá com 17 metros de altura. Essas atividades, segundo o guia, são permitidas para crianças com idade superior a 6 anos. Padilha também esclarece que além da diversão, informação e conhecimento também fazem parte dos passeios. “A gente faz um trabalho com uma explanação sobre meio ambiente, sobre as árvores, plantas que são medicinais, fauna e sua importância”, acrescenta.

Para quem dispensa um pouco da adrenalina, preferindo fazer belas fotos e curtir uma linda paisagem natural, a principal dica do experiente guia é o Pico dos Pirineus que está a 1.385 metros de altitude e é um local onde pode se chegar de carro. No caminho, apreciar árvores e flores como as polianas ou palipalantos entretém o turista na subida que leva pouco mais de uma hora.

História

Fundada em 1727, durante o período colonial brasileiro, Pirenópolis é também um acervo vivo sobre a história de Goiás e do Brasil. Visitar suas igrejas e outras edificações centenárias é uma verdadeira viagem no tempo, em especial ao chamado Ciclo do Ouro no Brasil. Saber mais sobre esse período importante da história do País também compõe os roteiros turísticos da cidade. Um exemplo é a visita à Fazenda Babilônia, situada no quilômetro 3 da GO 403 – via pavimentada – a 28 quilômetros do centro histórico. A propriedade rural foi construída por escravos no século XVIII e possui um imenso acervo histórico. O local conserva, inclusive, o seu casarão original em estilo colonial.

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o centro histórico de Pirenópolis, com suas edificações em estilo colonial e igrejas centenárias com forte influência da arte barroca, é um capítulo à parte no roteiro turístico da cidade. Um exemplo é o Museu da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, construído entre 1728 e 1732; ou então o Museu de Arte Sacra, edificado em 1750 pelo abastado minerador Luciano Nunes Teixeira e seu genro Antônio Rodrigues Frota, para servir de capela particular dedicada, a princípio, a Nossa Senhora das Mercês. Também vale a visita aos museus do Divino, Rodas do Tempo e das Cavalhadas.

Personagens e histórias

Pirenópolis também tem uma história e cultura próprias que fazem parte do roteiro obrigatório para os visitantes, como a ida ao distrito de Lagolândia, a 37 quilômetros da sede do município, onde o turista pode conhecer a história de Santa Dica, batizada como Benedita Cipriano Gomes. Conta a lenda, sobre essa histórica moradora de Piri, que Dica aos sete anos foi dada como morta e teria ressuscitado após três dias de velório. Tal fato, ocorrido por volta de 1910, espalhou-se pela região como um milagre e atraiu romarias de várias partes do Estado, formadas por pessoas que buscavam bênçãos e graças concedidas pela menina, que logo foi tida como santa pelos populares. Várias curas foram atribuídas a ela.

A história de Santa Dica foi, inclusive, tema de livro e do filme República dos Anjos. Mas além do aspecto religioso que envolve sua trajetória de vida, Santa Dica também foi muito conhecida por seu forte engajamento político, o que gerou grande espanto para época, tendo em vista a visão ainda altamente conservadora que se tinha sobre o papel das mulheres na sociedade. Para se ter uma ideia, Dica atuou em batalhões de soldados durante a Revolução Constitucionalista de 1932. Em Lagolândia, estão locais onde ela viveu e muitos de seus parentes diretos ainda vivos, que junto com os guias, relatam seus feitos.

Ainda neste distrito de Pirenópolis, está a Lagoa azul, uma piscina natural de águas cristalinas, onde as boias feitas de câmaras de ar permitem ao turista um momento único de relaxamento.

Culinária

As riquezas naturais e históricas sempre atraíram para Pirenópolis visitantes de várias partes do Brasil e do mundo, pessoas que, encantadas pelo clima bucólico e tranquilo da cidade, de turistas viraram moradores e trouxeram para cá a influência de suas culturas de origem. Isso é facilmente percebido na culinária.

Por isso, se você é daqueles que gosta de curtir um bom roteiro gastronômico, Pirenópolis também é o lugar certo. A chamada Rua do Lazer no centro histórico, por exemplo, oferece dezenas de restaurantes, bares e cafés com cardápios que reúnem o melhor da cozinha regional, mas também pratos e bebidas típicos de outros lugares do planeta, como a culinária mediterrânea, portuguesa, tailandesa e espanhola, entre outras. Um dos destaques é o Divino Lounge Café, situado ao lado da Igreja do Bonfim, e que oferece cafés, sanduíches, crepes, omeletes, sucos naturais e uma ampla carta de vinhos e cervejas artesanais.

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