Festejos começam no próximo dia 30 e seguem até 8 de setembro. Além da programação religiosa, festeira Thais Godinho promete muita fartura e animação com barraquinhas e apresentações musicais

Entre os dias 30 de agosto e 8 de setembro, Pirenópolis será palco de mais uma tradição religiosa centenária: a Festa em Louvor ao Senhor do Bonfim, que é realizada há mais de cem anos. Os dez dias de celebrações e festejos ocorrerão sempre a partir das 18h30, nas imediações da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, que fica na Rua do Bonfim, no Centro Histórico.

De acordo com a festeira deste ano, Thais Godinho, a festa terá uma programação religiosa, que contará com a exposição da imagem do Santíssimo, seguida da oração do terço, da Santa Missa e da novena. Já a programação social, com início após as celebrações religiosas, terá venda de comidas e produtos típicos expostos nas barracas que serão montadas no largo do Bonfim.

Thais, que está pela primeira vez à frente da organização do evento, destaca que os ritos religiosos da festa se mantém praticamente os mesmos desde que surgiu a celebração. “Nós, católicos, celebramos os padroeiros geralmente com uma novena e uma missa, além de cantar a ladainha e fazer uma oração específica para novena que celebra o Nosso Senhor do Bonfim”, afirma. A festeira garante que após a parte religiosa, haverá muita fartura e animação. “Teremos comidas bem tradicionais da nossa região, como pamonha, empadão e caldo”, revela Thais Godinho, que ainda informa que estão previstas apresentações musicais de artistas locais e brincadeiras típicas das quermesses do interior. “Teremos shows ao vivo com cantores regionais e muitas atrações para descontrair as pessoas, como a tradicional pescaria”, cita.

Bênçãos

Thais afirma que a história da Festa em Louvor ao Senhor do Bonfim se mistura com a própria fundação da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim. “Antes, tinha apenas a parte religiosa e, com o tempo, foi se organizando melhor, contando com mais participação da população e se desenvolvendo a parte social”, afirma. A festa sempre atraiu muitos fazendeiros e pequenos produtores rurais, que pedem bênçãos e graças para suas famílias, mas sobretudo proteção para as criações e plantações, agradecendo pelo ano que já começava a se findar.

A Igreja do Senhor do Bonfim, é uma das mais originais de Pirenópolis. Construída entre 1750 e 1754, a edificação é em estilo colonial e seu interior é ornamentada com artes sacras do período barroco-rococó. A imagem do Nosso Senhor do Bonfim, localizado no local de maior destaque no altar, foi conduzida de Salvador a Pirenópolis por um comboio de 264 escravos. Em 1988, o local foi tombado como patrimônio material pelo Instituto do Patrimônio do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Histórias e lendas
E é justamente a vinda da imagem do Bonfim da Bahia para Goiás que reveste a origem da centenária igreja em uma atmosfera de fé e mistério. Diz a lenda que a cidade de Pirenópolis não era o destino final previsto para a imagem do Senhor do Bonfim, que em 1750 vinha de Salvador rumo à cidade de Silvânia (na época chamada de Arraial Nosso Senhor do Bonfim), trazida por um comboio com mais de 260 escravos e sob o comando do sargento-mor Antônio de Campos Bastos.

Segundo conta o sacristão da Matriz Nossa Senhora do Rosário, Eduardo Tadeu do Nascimento, um grande entusiasta das festas de Pirenópolis e um profundo conhecedor das histórias e lendas dessas celebrações e das igrejas da cidade, os 264 escravos que faziam parte do comboio que trazia a imagem, ao chegar na entrada da cidade, estavam exaustos e sedentos por água. “Dizem que o caixote onde estava a imagem do Senhor do Bonfim foi colocado no chão, logo depois disso um raio vindo do céu teria caído a 50 metros desse caixote com a imagem. E no ponto do chão onde o raio teria atingido, uma pequena mina d’água surgiu para que os escravos pudessem matar sua sede”, relata Eduardo.

Diante do que interpretou como um milagre, o sargento-mor Antônio de Campos Bastos resolveu edificar uma nova igreja ao Nosso Senhor do Bonfim, onde até hoje está a imagem que a princípio era para ser levada para a cidade de Silvânia.

 

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