Em meio a treinos e provas na Europa, a atleta goiana Raiza Goulão separou um tempo para responder às perguntas do Portal Eu Amo Piri. Ela fala do carinho que tem por sua cidade natal e da preparação para os jogos.

Raiza Goulão, essa jovem pirenopolina de 24 anos, fã de rock e que gosta de cozinhar, vive uma de suas maiores expectativas na carreira como atleta: disputar pela primeira vez uma Olimpíada. Ocupando atualmente a 11 posição no ranking mundial de Mountain Bike feminino, Raiza começou a realização do sonho da vaga olímpica há dois anos, com uma intensa rotina de treinos e participação em dezenas de competições no Brasil e fora do País.

Só no ano passado foram 25 provas disputadas em vários países, como Chile, Argentina, Canadá, Itália, Áustria, Alemanha, Andorra, dentre outros. Ela conta que buscou melhorar sua performance neste ano, disputando provas que exigissem um maior nível técnico.

Entre treino e provas, Raiza separou um tempinho para responder às perguntas do Portal Eu Amo Piri. Nesta entrevista, ela fala sobre seu primeiro contato com o esporte, dos momentos difíceis e das alegrias na carreira como atleta, sobre mais incentivo à prática de esportes entre as mulheres e da relação de carinho que tem com sua terra natal, Pirenópolis.

Eu Amo Piri ­- Quando e como foi o seu primeiro contato com o esporte?
Raiza Goulão ­-
 Sempre fui muito ativa em atividades esportivas. Quando era mais jovem pratiquei vôlei, capoeira, natação e, por cinco anos, joguei basquete. Após entrar na universidade e começar a trabalhar decidi montar uma bike para eu poder me divertir na cidade. Daí em diante, conheci o mundo do MTB (Mountain Bike) e me apaixonei pelo esporte quando assisti a uma prova realizada em Corumbá de Goiás. Depois disso, participei da minha primeira competição em Pirenópolis no ano de 2009.

Eu Amo Piri ­- Você acha que no Brasil, entre as famílias e nas escolas, as meninas recebem menos incentivo à prática de esportes? Por quê?
Raiza Goulão –­ Acho que há alguns anos era bem mais explícito o incentivo do esporte mais para os homens. Querendo ou não, ainda existe um pequeno preconceito com o público feminino, mas acho que estamos conquistando nosso espaço. Em minha família, eu e meu irmão mais velho, Raoni, sempre tivemos o mesmo incentivo para praticar esportes, inclusive jogamos basquete juntos muitas vezes. Porém, eu sempre puxei mais o lado do meu pai e fui mais ‘elétrica’, pois estava sempre querendo gastar minhas energias em algum esporte.

Eu Amo Piri ­- Em sua carreira, qual o momento mais difícil e o de maior alegria até hoje?
Raiza Goulão – Acho que o momento mais difícil foi o início. Foi quando tive que conciliar esporte, trabalho, estudo e ainda buscar patrocinadores. Mas, em contrapartida, tive momentos de grandes alegrias como o título de bicampeã no Campeonato Pan­americano de 2014, fazer parte do top 15 do ranking mundial e recentemente a convocação para as Olimpíadas.

Eu Amo Piri – Há quanto tempo e como tem sido esse treinamento que você está fazendo fora do País para as Olimpíadas?
Raiza Goulão ­- Bem, o ciclo olímpico é realizado em dois anos. O primeiro ano foi com objetivo de conquistar a vaga olímpica. Para isso realizei 25 provas por vários países diferentes como Chile, Argentina, Canadá, Itália, Áustria, Alemanha, Andorra, dentre outros. Para 2016, já mudei a estratégia e busquei uma melhora na minha performance disputando menos provas, mas com um nível técnico maior. Iniciei o ano com uma pequena temporada na América do Sul e, em maio, comecei minha temporada na Europa. Por dois meses, fiz provas de alto nível e treinamentos em cidades da Itália, Alemanha e Holanda, buscando um bom desempenho. Agora dei início a preparação específica para as Olimpíadas Rio 2016.

Eu Amo Piri ­- Qual sua expectativa para as Olimpíadas em agosto?
Raiza Goulão ­- Poder competir em casa e com o calor da torcida brasileira vai ser algo inexplicável, darei o meu melhor a cada instante e buscarei um top 15.

Eu Amo Piri ­Como é sua relação com sua cidade natal?
Raiza Goulão –
Tenho um contato muito grande com minha querida Pirenópolis e recebo muito apoio da população. Sou muito grata a toda torcida que tenho na cidade.

Por Anderson Costa

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