Único alambique de Pirenópolis registrado no Ministério da Agricultura, Cachaça Pirenopolina é responsável pela produção de 8 mil litros da bebida ao ano. A cidade histórica também conta com vários estabelecimentos que oferecem uma enorme variedade de marcas da bebida, como o Recanto do Bidoro, com mais de 1.300 rótulos vindos de várias partes do Brasil

Definida em 1994 como produto cultural nacional, a cachaça é produzida por cerca de 40 mil produtores e comercializada por 4 mil marcas no Brasil. Os dados do Centro Brasileiro de Referência da Cachaça (CBRC) de 2012 destacam ainda que o país produz cerca de 1,4 bilhão de litros de cachaça por ano, o que representa o consumo per capito de 10,5 litros por brasileiro com idades entre 18 e 59 anos.

Respondendo por apenas 3% da produção da bebida genuinamente brasileira, Goiás ainda está bem atrás de estados como São Paulo e Minas Gerais que, segundo o Instituto Brasileiro de Cachaça (IBRAC), juntos, respondem por 45% do volume total produzido no país. Mas apesar disso, os goianos têm sido bem representados no mercado nacional do produto, com rótulos como a Cachaça Pirenopolina, que produz uma média de 8 mil litros por ano e é a única registrada de Pirenópolis junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A cidade histórica conta, inclusive, com vários estabelecimentos que oferecem uma enorme variedade de rótulos vindos de várias partes do Brasil.

Produzida artesanalmente desde 1998, a Cachaça Pirenopolina tem suas vendas concentradas em Pirenópolis, Goiânia, Anápolis, Brasília e outras pequenas cidades dessa região. A proprietária Ana Paula Campos pensa em aumentar a produção e começar a vender para outras regiões mais distantes em Goiás. “Estamos passando por um momento de mudança na gestão e repensando algumas estratégias para alcançar novos mercados. Porém, nossa produção ainda é pequena e estamos pensando etapa por etapa”, destaca Ana Paula.

Apesar da troca de gestão, a Cachaça Pirenopolina permanecerá como um negócio de família. Isso porque Ana Paula é filha de Paulo de Campos Filho, fundador do alambique da Cachaça Pirenopolina, que fica no Rancho Canabrava, localizado na região do Vale do Godinho, zona rural de Pirenópolis.

Aos poucos a gestão do negócio começa a ser assumida por Ana Paula, seu esposo Sávio Costa Régis, a mãe Ana Bárbara Campos e as irmãs Paullyana Campos e Anakarina Campos. “Meu pai, depois de se aposentar, buscou aperfeiçoamento para abrir o alambique. Isso começou em 1996 e, agora, passou a função para as filhas”, explica Ana Paula.

Produção e comércio

Ana Paula explica que o processo de produção de uma cachaça de excelência é lento e exige muito planejamento. Segundo ela, o processo inicia entre o final de maio e junho, quando a cana apresenta mais maturação para a colheita. Após essa etapa, a cana é moída, decantada, fermentada e destilada em cerca de um mês. “Depois, o produto é armazenado em barris de carvalhos por cerca de um ano até estar pronto para a comercialização”, detalha a empresária.

Após ficar um ano em processo de envelhecimento, a cachaça chega a muitos estabelecimentos de Pirenópolis. Um deles é o Divino Lounge Café, que além de comercializar o produto, também usa a cachaça como ingrediente em suas bebidas. “Fazemos caipirinhas, um dos drinks mais pedidos. Estamos até pensando em preparar algum prato especial com a cachaça”, destaca a chef Josi Lôbo.

Também em Pirenópolis temos a adega Recanto do Bidoro que tem como foco a venda desta bebida genuinamente brasileira. Apesar de ser hoje referência na venda de rótulos de cachaças de várias partes do país, o estabelecimento não começou como uma cachaçaria, mas como uma venda de artesanatos de marajoaras do Pará (espécie de cerâmica) em 2012. Porém, dois anos depois, os proprietários repensaram a estratégia do estabelecimento. “No início, as mulheres entravam e os homens ficavam de fora. Foi quando o meu marido e eu pensamos em algo para atrair os homens também e abrimos um espaço só para cachaças. O sucesso foi grande, com homens e mulheres, e agora trabalhamos apenas com cachaça”, explica a proprietária da cachaçaria, Ana Selmia Duarte.

No início, o Recanto do Bidoro trabalhava apenas com 30 rótulos, hoje, são mais de 1.300, sendo de 60% a 70% vindos de Minas Gerais, e o restante oriundo de estados como Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Paraíba e São Paulo. “Ainda não temos muitos rótulos de Goiás, apesar de a Cachaça Pirenopolina sair muito, porque os visitantes querem beber algo da cidade. Porém, os produtores goianos estão começando a mostrar suas potencialidades, ganhando prêmios desde 2016 em premiações realizadas em Minas Gerais”, analisa Ana Selmia.

Outro espaço que costuma receber amantes da bebida brasileira é o Restaurante e Cachaçaria do Dill. Localizado na famosa Rua do Lazer, no Centro Histórico de Pirenópolis, o espaço aberto em 2004 reúne 400 rótulos, sendo 60% de Minas Gerais. “Temos cachaças de 19 estados, mas ainda temos poucas goianas. Acredito que seja algo que mudará em breve”, projeta o proprietário Adilson Carmo Melo.

Movido pelo respeito ao meio ambiente e integração a natureza e arquitetura da cidade, o Quinta Santa Bárbara é o PRIMEIRO ECO RESORT de Pirenópolis.

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