Local de clima tranquilo e aprazível, a cidade histórica em Goiás respira cultura e arte, mas também é cercada por riquezas naturais exuberantes que formam o cenário ideal para aventuras ecológicas.

Cidade de clima tranquilo e aprazível, Pirenópolis, a 121 quilômetros de Goiânia, respira cultura e arte e é palco de vários eventos ligados à literatura, cinema, artes plásticas e música, sem falar de seus famosos museus e construções históricas. Os bares, restaurantes e cafés são uma atração à parte, trazendo uma gastronomia regional e internacional. Mas o município também é cercado por uma paisagem natural exuberante ideal para aventuras ecológicas. Portanto, se você quer sossego ou muita emoção, a charmosa Piri é seu destino neste mês de férias.

Suas águas afluem em mais de 80 cachoeiras que atraem turistas de várias partes do Brasil e do mundo. Os mais aventureiros podem encarar uma subida até o Pico dos Pirineus de bicicleta. No caminho, é possível fazer uma pausa na pousada Villa dos Pirineus para uma refeição, onde também é vale apreciar um belo jardim e a arquitetura contemporânea. À medida que a elevação aumenta, é possível avistar as cachoeiras mais baixas e a cidade de Pirenópolis que vai ficando menor.

Chapéu, repelente, protetor solar, roupa fresca e tênis são itens de primeira necessidade, para quem vai de bike ou de carro. Pois na entrada do Pico dos Pirineus há uma caminha a ser feita a pé. Os cuidados valem também para as cachoeiras e outros passeios naturais.

No largo do Bonfim, o Divino Lounge Café oferece uma visita do pôr do sol que rende belíssimas fotos. Ao final do dia, a comida e a bebida disponíveis no local ajudam a retomar a energia. A casa é um charme com a arquitetura colonial preservada. Também é possível levar para casa produtos naturais da própria região.


Bares, gastronomia e arte

A noite reserva encantos com muitos bares e restaurantes de culinária internacional. Como a cidade sempre atraiu muitos estrangeiros, cada um carrega para lá um pouco de sua gastronomia típica. Grande parte dos estabelecimentos abre espaço para cantores regionais e de outras partes do País, que aproveitam a alta temporada de julho para realizar uma viagem no mundo e no tempo com canções de vários estilos e épocas.

Com uma dose a mais de disposição, é possível chegar até o distrito de Lagolândia. Distante do Norte de Pirenópolis aproximadamente 37 quilômetros, sendo sete deles em via não pavimentada. O local que tem como personagem ilustre a Santa Dica – curandeira dada como morta que também atuou na Revolução Constitucionalista de 1932 – agracia os turistas com a Festa do Doce. O festejo que já está em andamento segue até o próximo dia 15.

Colônia

A história do Brasil está presente em cada canto de Pirenópolis, mas um dos maiores acervos fica na Fazenda Babilônia, situada ao Sudoeste da cidade. O acesso é pela GO 431, saída para Jaraguá. Preservada durante séculos e tombada como Patrimônio Nacional, o local conserva o enorme casarão colonial sustentado por grossas vigas de madeiras e paredes de taipa e é rodeado por muros de pedras. Além da cultura, a gastronomia colonial pode ser experimentada em sua essência no tradicional café servido na fazenda.

Outra parada obrigatória para o turista é o Museu de Arte Sacra. O local foi construído em 1750 pelo abastado minerador Luciano Nunes Teixeira e seu genro Antônio Rodrigues Frota, para servir de capela particular dedicada, a princípio, a Nossa Senhora das Mercês. Em seu interior estão diversos objetos de culto, sinos, altares, imagens e painéis educativos. Mas não faltam outras opções culturais e históricas dentro de Pirenópolis como o Cine Teatro e a Igreja Matriz.

Depoimentos

“Ir até o Morro dos Pirineus, que fica no Parque Estadual Serra dos Pirineus, é um passeio diferente e que possibilita uma convivência boa com o Cerrado goiano tanto com as plantas como o campo rupestre que são as pedras. Nascem ali várias nascentes de rios que correm tanto para o Sul como para o Norte do País. Sem falar que o morro está a 1.385 metros de altitude e lá em cima tem a Capela da Santíssima Trindade. As antenas de transmissão de TV estão por lá também e você tem uma visão muito bonita daquele espaço. O morro está a 20 quilômetros da cidade de Pirenópolis e para chegar lá é por estrada de chão, por isso é recomendável que a pessoa vá com um guia ou utilize um mapa muito bom. É uma sugestão diferente para conhecer um pouco mais do que a região oferece”
Anderson Pancieri, jornalista, de Goiânia

“Eu Procurava uma cachoeira de fácil acesso quando me indicaram a Cachoeira das Araras. Ela não fica tão perto da cidade (18 km), mas não tem obstáculos para se chegar. O local é uma excelente opção para quem está com crianças, idosos ou pessoas com alguma dificuldade de locomoção, já que o carro fica a uns 100 metros da água. No espaço há boa infraestrutura com área para camping, banheiros com duchas, quiosque para churrasco, mesas, cadeiras, um bar bem próximo ao poço e um restaurante que funciona nos finais de semana e feriados. A cachoeira tem uma queda de 7 metros de altura e para os mais aventureiros ainda há a opção de uma trilha de 1,8km até a Cachoeira Renascer”
Polliana Ribeiro, empresária e jornalista, de Brasília, dá dicas de turismo no acrosstheuniverse.blog.br

“Minha dica é para quem quer viver uma experiência econômica e aventureira, mas ao mesmo tempo sem abrir mão de estar no centro de Piri. Uma vez acampamos eu e meu esposo, Pedro, no Jardim Secreto, um Hostel Pertinho da Rua do Lazer e que oferece tanto as acomodações de uma casa aconchegante quanto espaço para camping. O preço é acessível e a localização ideal para caminhar pelos becos de Pirenópolis sem precisar recorrer ao carro. As noites, inclusive, são ótimas para um variado roteiro gastronômico. Para passeio durante o dia, indico a cachoeira da Meia Lua: é pertinho da cidade e conta com várias quedas d’água”
Mônica Parreira, jornalista, de Goiânia

“Forró pé de serra, em pleno sábado à noite, no melhor estilo nordestino. Com sanfona ou rabeca, tanto faz. Nossa sugestão fica na Rua do Lazer, a Casa Aurora que tem festa todo final de semana e o clima é dos melhores até lá pelas duas da manhã. A banda, sempre animada; as cervejas, geladas e variadas; e o público, vai na dança”
Casal Sanderson Lima e Millena Lopes, de Brasília

“Eu gosto da tranquilidade, andar com calma pelas ruas de pedra. Mas um passeio que indico e não deixo de fazer sempre que estou por lá é conhecer a feirinha na Praça do Coreto. Lá tem muitas peças de artesanato bonitas e vale um a pena conhecer e valorizar o trabalho dos artesãos da cidade”
Keila Pinho, arquiteta, de Goiânia

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